Ter, 06 de Novembro de 2012 16:34

Vamos escrachar José Maria Marin!

Fonte: Articulação Estadual pela Memória, Verdade, Justiça de São Paulo

Neste Domingo, 11 de novembro de 2012, vamos escrachar José Maria Marin!

Concentração às 14h, no MASP, São Paulo

José Maria Marin é hoje presidente da CBF e da COL, Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. Mas poucos sabem que é também apontado como um dos responsáveis pela morte de Vladimir Herzog, então diretor de Jornalismo da TV Cultura, cruelmente torturado e morto nas dependências do DOI-CODI em São Paulo, aparelho do Estado responsável pela pela repressão e pela tortura de incontáveis brasileiros que lutaram contra o Regime Militar.

José Maria Marin, naquele momento deputado estadual pela ARENA, não gostava do viés jornalístico da TV Cultura, que não dava tanta importância a inaugurações da Ditadura e noticiava misérias do nosso povo, disseminando "intranquilidade" em São Paulo, conforme reprodução do seu discurso no Diário Oficial, 16 dias antes de Vlado ser "suicidado pela Ditadura".

José Maria Marin, que viria a ser vice-governador biônico de Paulo Maluf, tendo o substituído por um ano, dias antes já declarava, também na Assembleia Legislativa de São Paulo, que devia ser reconhecida o grande serviço que Sérgio Paranhos Fleury "e sua equipe" ofereciam ao Brasil. Fleury chefiou durante anos o DOPS, Departamento Estadual de Ordem Política e Social, responsável pela tortura, assassinato e ocultação de cadáveres de milhares de pessoas que ousaram lutar contra a Ditadura.

Neste domingo, 11 de novembro de 2012, às 14h, nos reuniremos no vão do MASP, na Avenida Paulista, para declararmos que não esqueceremos dos crimes da Ditadura Militar cometidos contra a população brasileira!

Não admitimos que, até hoje, as circunstâncias que levaram a morte de Vladimir Herzog não tenham sido completamente esclarecidas e seus responsáveis não tenham sido punidos!

Não consentiremos que homens dessa estirpe continuem a gozar de tal influência no governo a na sociedade!

A sociedade não tolera a impunidade, privilégio ofertado a homens como José Maria Marin!

Neste domingo, 11 de novembro de 2012, vamos escrachar José Maria Marin!

ARTICULAÇÃO ESTADUAL PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA DE SÃO PAULO

Ter, 13 de Março de 2012 16:55

Ricardo Teixeira deixa o comando da CBF

Fonte: REDAÇÃO ÉPOCA, 12/03/2012

A confirmação foi feita pelo vice-presidente da entidade, José Maria Marin, que assumirá o posto que Teixeira ocupou por 23 anos

Depois de 23 anos no comando da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira deixou a presidência da entidade nesta segunda-feira (12). A confirmação da saída de Teixeira foi feita pelo primeiro vice-presidente da CBF, José Maria Marín, que leu a carta-renúncia escrita por Teixeira e confirmou que assume seu lugar tanto na CBF quanto no Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014.

Teixeira deixa a entidade alegando a necessidade de cuidar de problemas de saúde. A renúncia definitiva se dá apenas cinco dias depois de pedir licença médica por tempo indeterminado. Em um trecho da carta lida por Marin, Teixeira afirma que deixa "definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido".

No documento, Teixeira diz que "presidir paixões não é uma tarefa fácil" e que, no Brasil, "quando ganhamos, exaltam o talento e quando perdemos, a desorganização". "Fiz o que estava ao meu alcance. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias", disse.

A renúncia de Teixeira ocorre em meio a uma série de denúncias contra sua gestão e à especulação de que estaria pronto para deixar o Brasil e, assim, evitar sofrer processos.

Como mostram documentos obtido por ÉPOCA, a queda coincide com a retomada e ampliação, por parte de Teixeira, de um negócio apontado pelo Ministério Público Federal como o meio usado por ele nos anos 1990 para receber, de uma agência de marketing esportivo europeia, US$ 9,5 milhões de propina.

Esse duto de dinheiro sujo chama-se RLJ Participações, de acordo com a Procuradoria da República uma empresa de fachada com endereço no centro do Rio de Janeiro. Durante 17 anos, não houve qualquer alteração contratual da RLJ na Junta Comercial. Em meados do ano passado, após novas denúncias de pagamento de suborno a Teixeira, ele voltou a investir na empresa, meses depois de a rede britânica BBC tê-lo acusado de receber propina. O esquema da RLJ foi mencionado pela primeira vez em 2001, pela CPI do Futebol no Congresso Nacional. Oito anos depois, durante o julgamento dos envolvidos em irregularidades na empresa de marketing suíça ISL, parceira da Fifa na década de 1990, foi revelado o pagamento de propina a dirigentes da entidade para a obtenção de contratos lucrativos. No final de 2010, alguns bois receberam nome. A BBC disse que Teixeira recebeu US$ 9,5 milhões de suborno da ISL. O pagamento, segundo a acusação, ocorreu por meio da empresa Sanud Etablissement, sediada na minúscula nação europeia Liechtenstein. A Sanud é sócia de Teixeira na RLJ Participações. Para o Ministério Público, a Sanud também pertence a Teixeira, algo que ele nega. Os documentos agora obtidos por ÉPOCA reforçam as suspeitas dos procuradores. Procurada, a assessoria de Teixeira negou haver qualquer “investigação ou acusação sobre recebimento de propina” em andamento.

Outra suspeita levantada contra Teixeira é de que ele tem ligações com uma empresa de marketing que é investigada pela Justiça Federal por desvio de dinheiro público na organização de um amistoso entre Brasil e Portugal, realizado em novembro de 2008, em Brasília. A empresa é a Ailanto, cujo dono é o espanhol Sandro Rosell, atual presidente do Barcelona e ex-executivo da NIke no Brasil. Ele também é amigo de Teixeira.

De acordo com a denúncia, a ligação entre Teixeira e a Ailanto Marketing se dá por meio de uma segunda empresa, a VSV Agropecuária Empreendimentos Ltda, cuja sede é localizada em uma fazenda que pertence a Ricardo Teixeira, em Piraí (RJ). Ainda de acordo com a denúncia, os sócios da VSV são a própria Ailanto a secretária de Rosell, Vanessa Precht.