Fonte: Comitê Fortaleza | Categoria: Luta e Resistência
No dia 10/04, a visita do governador do Ceará, Cid Gomes, às comunidades que serão desapropriadas devido às obras do Veículo Leve Sobre Trilhos, foi tumul... Leia MaisCopa do Mundo de 2014 virou tema do dia-a-dia de toda a população fortalezense em 2009, principalmente depois de a cidade ter sido eleita uma das sedes da Copa. Para além da animação que o evento causará, o tema também gerará muita discussão, tanto em relação aos investimentos que serão realizados quanto à forma como será feito e a quem eles beneficiarão.
Com isso, há uma preocupação, por parte dos movimentos sociais e entidades da sociedade civil, de como a concretização desse evento irá afetar a nossa vida, principalmente daqueles que vivem em torno do Estádio Castelão, onde ocorrerão as partidas, e na rota turística da cidade.
Sabemos que esses locais sofrerão grandes mudanças na sua estrutura e na própria forma de organização, pois serão alvos de diversas obras. Acontece que muitas dessas obras são frutos de projetos antigos das classes dominantes, que agora encontram o motivo necessário – a Copa – para justificar reformas que, como já pudemos ver, provocarão o afastamento dos mais pobres para os locais mais distantes da periferia de Fortaleza, causando uma verdadeira segregação e distinção social. Assim, aos mais ricos serão reservados os lugares de lazer, as praças, os serviços públicos, o transporte, etc; aos mais pobres, por outro lado, são destinados os lugares distantes do trabalho, dos locais onde constituíram moradia, dos vínculos que foram criados com os vizinhos , etc. Exemplo disso foram os casos da Lagoa da Zeza e da Vila Cazumba, pois mais de 5.000 pessoas que moravam nessas comunidades foram removidas para o Conjunto Maria Tomázia, já próximo a Itaitinga, onde nem mesmo havia escolas e creches para elas.
Preocupa, ainda, a possibilidade de que esses projetos não levem em consideração a vontade e a opinião da própria população e de que eles acabem fazendo com que alguns problemas existentes na cidade, como falta de moradias adequadas, os danos ambientais e a exploração sexual de crianças e adolescentes, sejam agravados.
Por tudo isso, movimentos sociais, ONG´s, organizações populares,organizações políticas e estudantes estão unidos no Comitê Popular da Copa para lutar contra a exclusão social e os problemas que poderão ser gerados por essas mudanças, caso elas sejam feitas para beneficiar os mais ricos e não a classe trabalhadora e os desempregados (as) da cidade que já são vítimas da exclusão.
Contra a lógica do lucro a qualquer custo, lutamos em defesa do direito à cidade e à vida junto aos movimentos sociais e aos/às atingidos/as por esses projetos. Faça parte dessa luta!
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Parque Rio Branco
Fortaleza |