Comitê Fortaleza

Copa do Mundo de 2014 virou tema do dia-a-dia de toda a população fortalezense em 2009, principalmente depois de a cidade ter sido eleita uma das sedes da Copa. Para além da animação que o evento causará, o tema também gerará muita discussão, tanto em relação aos investimentos que serão realizados quanto à forma como será feito e a quem eles beneficiarão.

Com isso, há uma preocupação, por parte dos movimentos sociais e entidades da sociedade civil, de como a concretização desse evento irá afetar a nossa vida, principalmente daqueles que vivem em torno do Estádio Castelão, onde ocorrerão as partidas, e na rota turística da cidade.

Sabemos que esses locais sofrerão grandes mudanças na sua estrutura e na própria forma de organização, pois serão alvos de diversas obras. Acontece que muitas dessas obras são frutos de projetos antigos das classes dominantes, que agora encontram o motivo necessário – a Copa – para justificar reformas que, como já pudemos ver, provocarão o afastamento dos mais pobres para os locais mais distantes da periferia de Fortaleza, causando uma verdadeira segregação e distinção social. Assim, aos mais ricos serão reservados os lugares de lazer, as praças, os serviços públicos, o transporte, etc; aos mais pobres, por outro lado, são destinados os lugares distantes do trabalho, dos locais onde constituíram moradia, dos vínculos que foram criados com os vizinhos , etc. Exemplo disso foram os casos da Lagoa da Zeza e da Vila Cazumba, pois mais de 5.000 pessoas que moravam nessas comunidades foram removidas para o Conjunto Maria Tomázia, já próximo a Itaitinga, onde nem mesmo havia escolas e creches para elas.

Preocupa, ainda, a possibilidade de que esses projetos não levem em consideração a vontade e a opinião da própria população e de que eles acabem fazendo com que alguns problemas existentes na cidade, como falta de moradias adequadas, os danos ambientais e a exploração sexual de crianças e adolescentes, sejam agravados.

Por tudo isso, movimentos sociais, ONG´s, organizações populares,organizações políticas e estudantes estão unidos no Comitê Popular da Copa para lutar contra a exclusão social e os problemas que poderão ser gerados por essas mudanças, caso elas sejam feitas para beneficiar os mais ricos e não a classe trabalhadora e os desempregados (as) da cidade que já são vítimas da exclusão.

Contra a lógica do lucro a qualquer custo, lutamos em defesa do direito à cidade e à vida junto aos movimentos sociais e aos/às atingidos/as por esses projetos. Faça parte dessa luta!

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