Articulação Nacional

Articulação Nacional

Curso “O Estado Financeirizado” marca 15 anos de atuação da rede Jubileu Sul Brasil

Loga Marco dos 15 Anos do Jubileu Sul Brasi Começa em São Paulo, nesta quarta-feira (19), o curso “O Estado Financeirizado”, que tem por objetivo debater os processos de financeirização e endividamento crescente pelo qual passam vários países. A atividade contará com a participação de assessores que abordarão o conteúdo teórico do programa, através de aulas expositivas, oficinas e exibição de vídeos. O curso acontece dentro da programação de celebração dos 15 anos da rede Jubileu Sul Brasil. As inscrições podem ser feitas até amanhã, com colaboração solidária – não obrigatória – de R$50,00.

De acordo com a rede Jubileu Sul Brasil, o curso se realiza num contexto onde é importante o aprofundamento sobre as dinâmicas de financeirização e endividamento que continuam existindo nos países da América Latina, acentuando um já marcado processo de dominação sobre populações mais pobres, aumentando a exclusão e fortalecendo a economia neoliberal.

Dentro desse contexto, é necessário, ainda, compreender qual o papel e responsabilidade do Estado diante dessas iniciativas e o que é possível fazer para fortalecer a luta e a resistência a partir de todo o acúmulo que os movimentos sociais, pastorais e outrasarticulações vêm travando em torno do modelo de desenvolvimento, inclusive sobre os megaeventos e projetos.

Jubileu Sul Brasil – 15 anos

Para marcar os 15 anos da rede será lançada na noite do dia 20 a edição especial “Jubileu Sul 15 anos – Histórias, reflexões e resistência contra toda forma de dominação”. A publicação reúne artigos e depoimentos, feitos com valiosas contribuições, que retratam a trajetória feita pela rede ao longo de todo esse período.

São apoiadores desta atividade a Cafod, Fastenopfer, Fundação Heinrich Boll e Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS). São parceiros da iniciativa a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e Olimpíadas, 5ª Semana Social Brasileira (SSB)/Pastorais Sociais e Grito dos Excluídos.

A rede

Jubileu Sul Brasil é uma rede com organizações, campanhas e movimentos sociais que atuam em países da América Latina e Caribe, África e Ásia. Formalmente constituído em 1999, o Jubileu nasce tendo como objetivo principal o cancelamento das dívidas dos países do Sul Global. No Brasil, a constituição da rede é fruto de um rico processo de debate sobre a dívida nos anos de 1990, promovido por organizações sociais e populares.

Programação

Dia 19/novembro

Tarde: chegada e recepção

19h – Jantar

Dia 20/novembro

9h – A formação do Estado e sua atualidade

Assessoria: Miguel Borba de Sá

Miguel Borba de Sá(historiador e professor da PUC/Rio de Janeiro e membro da equipe do PACS/RJ)

12h30 Almoço

14h – O estado e atualidade do endividamento – Quem está pagando a conta dos megaeventos e projetos?

Assessoria: Francisco Carneiro de Felippo (economista pela Unicamp eda coordenação da Rede Jubileu

Sul Brasil, membro do Comitê da Copa do Distrito Federal)

20h – Celebração dos 15 anos da rede, com lançamento da revista “Jubileu Sul 15 anos – Histórias, reflexões e resistência contra toda forma de dominação”; Dia da Consciência Negra; e apresentação musical “Cantoria Brasileira” com Cícero do Crato, Pedro Munhoz e Zeca Rocha.

Dia 21/novembro

9h- A situação do endividamento na nossa região – caso emblemático da Argentina com os ‘Buitres’ e intervenção jurídica dos Estados Unidos

Assessoria: Martha Beatriz Flores Recinos(Jubileu Sul Américas – Nicarágua) e Beverly Keene (Diálogo 2000-Argentina)

11h – BRICS, G20, Banco do Sul: Desafios da arquitetura financeira atual

Assessoria:Luis Fernando Novoa Garzon (mestre em Ciências Políticas naUnicamp; professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de  Rondônia)

12h30 Almoço

14h – A financeirização da natureza X mudanças climáticas (COP 20 e 21 e as metas pós 2015)

Assessoria:Camila Moreno (ambientalista e ativista do grupo Carta de Belém)

19h30 – Exibição do vídeo “Privatizações – a Diáspora do Capital”

Dia 22/novembro

9h – A Alternativa socioeconômica para o enfrentamento, impactos cotidianos do modelo atual da ação do Estado para instrumentalizar as lideranças no trabalho de formação.

Assessoria: Sandra Quintela (economista do PACS e da coordenação da Rede Jubileu Sul Brasil)

14h- Encerramento

Serviço:

Local: Centro de Formação Sagrada Família

Rua Pe. Marchetti,  237, Ipiranga

Mais informações: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

www.jubileusul.org.br

Contatos:

Rogéria Araújo – 85 – 9813-4966

Francisco Vladimir – 85 – 9969-7804

 

 

A Articulação dos Comitês Populares da Copa e Olimpíadas lançou o Dossiê Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Brasil (2014), uma produção coletiva contendo diferentes aspectos, relatos sobre as formas de como a Copa do Mundo da FIFA (2014) e as Olimpíadas (2016) impactaram negativamente sobre a vida de diversas pessoas, comunidades e coletivos plurais.

Para baixar o arquivo em PFD, clique aqui, ou diretamente no link: https://www.dropbox.com/s/59kh0lfksjwduai/ANCOP_Dossie2014_WEB.pdf?dl=0

We did our World Cup on the streets! ANCOP releases Dossier "Megaevents and Human Rights Violations in Brazil – 2014

 

Exibindo convite ancop.jpg

 


The national articulation of the popular committees of the World Cup and the Olympics (ANCOP) promotes the national release of the dossier "Mega Events and Human Rights Violations in Brazil," 2014 version, on November 7th, at 6:00 PM, at ABI (Brazilian National Press Association), at Rua Araújo Porto Alegre, 71, in the Center of Rio de Janeiro.

Representatives of the 12 Popular Committees of the World Cup and the Olympics will be present in the release of the dossier, which presents and updates the accusations of human rights violations in the host cities of the mega sporting events and the achievements of the organized movements.

As the document emphasizes, a dossier about the 2014 World Cup, hosted by 12 Brazilian cities, and about the 2016 Olympics, which will take place in Rio de Janeiro, should have as central theme the practice of sports, of peaceful cultural and sporting relations amongst everyone on Earth. It should speak of the happiness of being chosen to host two big events. But that's not what this dossier is about.

Prepared by the National Articulation of the popular committees of the World Cup and the Olympics, it talks about another side of the mega events. It talks about the 250 people, that according to conservative estimations, had their right to housing violated or threatened in the twelve host cities. It talks about the cities that became more unequal, having the most vulnerable people taken from their conditions of work and perpetuating the relations of extreme exploitation in millionaire construction works. It talks about public investments, so valued, but that only came to accentuate social distances, taking the poor further from the possibilities of profits and from access to education, culture, public leisure spaces, from the environment, and even from the so celebrated sport itself.

However, the 2014 World Cup showed that the passion Brazilians have for soccer doesn't get smaller. In the World Cup, people cheered and believed in their team. But something certainly changed. Many in the streets yelling "There won't be a World Cup." More than saying it wouldn't happen, they denounced the construction of a city for few, and showed the majority of people asking for their rights. This movement was not over after June 2013. 

This dossier, once again, claims the unarguable legitimacy of citizens to fight for their rights without being criminalized. The right to make responsible the authorities that abuse power and to replace the random will and violence for principles of participative democracy, responsibility of public services and warranty of human rights, written in this Constitution and in the international treaties signed by Brazil. 

Despite the dramatic realities that it describes and violence it denounces, this dossier is not lamentation, but an invitation, a manifesto to the fight and resistance. The World Cup and the Olympics did not justify the violations of human rights. No right can be violated under the pretext of interests and emergencies that are imposed to the Brazilian people. The national articulation of the committees of the World Cup and the Olympics invites all citizens to participate in the fight for a fair city that respects citizenship and human rights!

 

Unsere WM fand auf der Straße statt! ANCOP gibt ein neues Dossier über Sport-Mega Events und Menschenrechtsverletzungen in Brasilien 2014 heraus.

Exibindo convite ancop.jpg

Der brasilienweite Zusammenschluss der Comites Populares ANCOP veröffentlicht am 7.November  in Rio de Janeiro ein neues Dossier über Sport-Mega Events und Menschenrechtsverletzungen in Brasilien 2014.

(Bei den Comites Populares handelt es sich um zivilgesellschaftl. Gruppen, die die Auswirkungen der FIFA-Männer-Fußball WM in den 12 WM-Austragungsorten mitverfolgt und dokumentiert haben. ANCOP ist der brasilienweite Dachverband der Comites Populares. Anm.: Erklärung der Übersetzerin)


Vertreter/innen der 12 Comites Populares werden nach Rio kommen, um Daten und Fakten der Menschenrechtsverletzungen in den 12 Austragungsorten aktualisiert vorzulegen aber auch um die Erfolge organisierter Gruppen und Bewegungen darzustellen.

Zentrales Thema in einem Dossier über die Fußball-WM und die Olympischen Spiele sollte wohl in erster Linie der Sport und sein Beitrag zu Frieden und friedvollen Beziehungen unter allen Völkern sein. Es sollte von der Freude gesprochen werden ein solches Sport Großereignis abzuhalten und durchführen zu können. Aber davon ist nicht die Rede.


Hier kommt die Kehrseite der Sport- Mega Events zur Sprache. Das Dossier spricht von 250.000 Menschen, deren, so zaghafte Schätzungen, Recht auf Wohnen verletzt oder bedroht wurde. Es ist weiteres die Rede von Städten, die ungleicher wurden, verletzliche Bevölkerungsgruppen ihrer Arbeitsmöglichkeiten beraubt haben und von extremer Ausbeutung durch millionenteure Bauwerke. Investitionen der öffentlichen Hand, von der Bevölkerung lang erseht, haben soziale Distanzen vergrößert und die Armen ihrer Arbeits-, Einkommensmöglichkeiten und ihres Bildungszuganges beraubt, Möglichkeiten der Nutzung des öffentlichen Raumes, des Zugangs zu Kultur- und Freizeitgestaltung genommen. Selbst der gefeierte Sport war für sie unerschwinglich.


Trotzdem hat die WM 2014 gezeigt, dass die Leidenschaft der Brasilianer/innen für den Fußball weiterhin ungebrochen ist. Während der WM haben die Menschen an ihr Team geglaubt und ihm beide Daumen gedrückt. Aber es hat sich doch etwas geändert. Tausende Menschen gingen im Juni 2013 auf die Straßen. „Es wird keine WM geben” haben sie damals skandiert. Aber viel mehr noch haben sie kritisiert, dass die Städte nur wenigen dienen während die Mehrheit immer noch Rechte einfordern muss. Diese Forderungen sind nicht mit dem Ende der Protestkundgebungen verstummt.


Das Dossier fordert einmal mehr die Legitimität der Bürger/innen um ihre Rechte zu kämpfen und nicht kriminalisiert zu werden. Ebenso wird auf das Recht hingewiesen Autoritäten , die ihre Macht missbrauchen, verantwortlich zu machen und Gewalt und Willkür gegen partizipativ demokratische Prinzipien einzutauschen, die öffentlichen Dienste ebenso wie die Menschenrechte zu garantieren, die sowohl in der Verfassung festgehalten als auch in internationalen Verträgen von Brasilien unterzeichnet wurden.

 

Trotz der dramatischen Realitäten und Gewaltakte, die das Dossier aufzeigt, will es keine Anklage sein, sondern viel mehr eine Einladung, ein Aufruf sich zu engagieren und Widerstand zu leisten. WM und Olympische Spiele dürfen keine Menschenrechtsverletzungen rechtfertigen. Der Dachverband der Comites Populares  lädt alle Staatsbürger/innen ein sich einzusetzen für eine gerechte Stadt, die Bürger/innen und Menschenrechte respektiert.

Nossa Copa foi nas ruas! Lançamento do Dossiê megaeventos e violações dos Direitos Humanos no Brasil -2014

 




A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas (ANCOP) promove ato de lançamento nacional do Dossiê Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Brasil, versão 2014, no dia 7 de novembro, às 18h, na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), na Rua Araújo Porto Alegre, 71, no Centro do Rio de Janeiro.

Representantes dos 12 Comitês Populares da Copa e Olimpíadas estarão presentes ao lançamento do dossiê, que apresenta e atualiza as denúncias de violações de direitos nas cidades-sede dos megaeventos esportivos e as conquistas dos movimentos organizados.

Conforme destaca a apresentação do documento, um Dossiê sobre a Copa do Mundo 2014, sediada por 12 cidades brasileiras, e sobre as Olimpíadas 2016, que se realizarão na cidade do Rio de Janeiro, deveria ter como tema central a prática do esporte, das relações pacíficas, culturais e esportivas entre todos os povos do planeta. Deveria falar da alegria de termos sido escolhidos para sediar estes dois grandes eventos. Mas não é disso que trata este Dossiê. 

Preparado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas, ele fala de outro lado destes megaeventos. Ele fala de cerca de 250 mil pessoas que, segundo estimativas conservadoras, tiveram seu direito à moradia violado ou ameaçado nessas doze cidades. Ele fala de cidades que se tornaram mais desiguais, tirando das pessoas mais vulneráveis suas condições de trabalho e perpetuando relações de extrema exploração em obras milionárias. Ele fala de investimentos públicos, tão esperados, mas que chegaram para acentuar distâncias sociais, levando os pobres para mais longe das possibilidades de renda e acesso à educação, da fruição da cultura, de espaços públicos e lazer, do meio ambiente e mesmo do acesso ao tão celebrado esporte.

No entanto, a Copa de 2014 mostrou que a paixão do brasileiro pelo futebol não diminui. Na Copa, o povo torceu e acreditou no seu time. Mas alguma coisa certamente mudou. Milhares nas ruas gritando “Não Vai Ter Copa”, mais do que dizer que a Copa não iria acontecer, denunciou a construção de uma cidade para poucos e mostrou a maioria cobrando seus direitos. Essa mudança não se encerrou nas manifestações de junho de 2013.

Esse dossiê mais uma vez reivindica a legitimidade incontestável dos cidadãos de lutarem por seus direitos sem serem criminalizados. O direito de responsabilizarem as autoridades que abusarem de seu poder e de substituírem o arbítrio e a violência pelo princípio da democracia participativa, responsabilização dos servidores públicos e garantia dos direitos humanos, inscritos em nossa Constituição e nos tratados internacionais assinados pelo Brasil.

Apesar das dramáticas realidades que descreve e das violências que denuncia, este Dossiê não é uma lamentação, mas um convite, uma conclamação à luta, à resistência. Copa e Olimpíadas não justificam a violação de direitos humanos. Nenhum direito pode ser violado a pretexto dos interesses e emergências que pretendem impor ao povo brasileiro. A Articulação Nacional dos Comitês da Copa e das Olimpíadas convida todos os cidadãos a participarem da luta para que tenhamos uma CIDADE JUSTA COM RESPEITO À CIDADANIA E AOS DIREITOS HUMANOS!

QUANDO ATRAVESSA A IPIRANGA E A AVENIDA SÃO JOÃO

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

QUANDO ATRAVESSA A IPIRANGA E A AVENIDA SÃO JOÃO

A violência contra os sem teto nesta terça-feira, dia 16 de setembro, atingiu a todas e todos que transitam, trabalham e vivem no centro de São Paulo. Produziu cenas que chocaram todo o Brasil. O aparato policial militar, fomentado para a recepção da Copa do Mundo na cidade, foi utilizado para protagonizar uma verdadeira guerra urbana.

Tal violência historicamente vem sendo perpetuada contra os que lutam pela garantia de seus direitos mais básicos, especialmente quando questionam o maior dos privilégios: a propriedade privada descumpridora de sua função social.

Hoje, um prédio que esteve completamente abandonado por mais de 10 anos, e que desde fevereiro estava servindo de moradia para mais de 200 famílias, organizadas na FRENTE DE LUTA POR MORADIA, foi novamente esvaziado.

No processo de desocupação, em torno de 80 pessoas foram presas ilegalmente. A violência promovida pelo Estado de São Paulo atingiu, sem distinção alguma, crianças, idosos, mulheres grávidas, homens e mulheres trabalhadores, que foram covardemente colocados na rua, por simplesmente fazerem valer seu direito à moradia.

O que prevaleceu foi o direito de propriedade oco que não merecia nenhum respaldo jurídico pelo descumprimento da função social da propriedade do imóvel em questão, que se evidenciava tanto por seu abandono quanto pela dívida tributária contraída.

As ocupações realizadas por movimentos populares em prédios ociosos do centro de São Paulo e as demais cidades brasileiras são um marco na luta contra a especulação imobiliária que marca a lógica da mercantilização das cidades, tão incentivada no contexto de megaprojetos imobiliários e megaeventos esportivos.

Esse modelo de cidade-mercadoria que prioriza a especulação imobiliária em detrimento da efetivação de direitos fundamentais e coletivos tem sido aplicado em todo o país. Recentemente, em Recife o movimento ‪#‎OcupeEstelita‬, que se tornou referência na organização e na resistência popular, foi vítima de uma violenta reintegração de posse.

Em Salvador, a comunidade de artífices da Ladeira dos Arcos da Conceição, e em Belo Horizonte, as 8 mil famílias do movimento ‪#‎ResisteIsidoro‬ correm sério risco de remoção, quadro esse que se repete em tantas outras cidades brasileiras. Em Porto Alegre, a Vila Dique, no Rio de Janeiro, a Vila Autódromo, em Fortaleza, a comunidade Dos Trilhos, seguem na luta pela garantia da permanência das famílias em suas casas.

Moradia digna e central é um direito de todas e todos, garantido por nossa Constituição. Quando morar é um privilégio ocupar é um direito!

Não há o que justifique a ação criminosa orquestrada pelo Estado de São Paulo. A luta por moradia em São Paulo e em todo o Brasil não vai retroceder!

Força às companheiras e companheiros da FRENTE DE LUTA POR MORADIA!

Assinam esta nota:

ARTICULAÇÃO NACIONAL DOS COMITÊS POPULARES DA COPA (ANCOP)
COMITÊ POPULAR DA COPA DE CURITIBA
COMITÊ POPULAR DA COPA DE FORTALEZA
COMITÊ POPULAR DA COPA DE PERNAMBUCO
COMITÊ POPULAR DOS ATINGIDOS PELA COPA – COPAC BH
COMITÊ POPULAR DA COPA DE PORTO ALEGRE
COMITÊ POPULAR DA COPA E OLIMPÍADAS - RJ
Ciranda – Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência
Brigadas Populares - MG
Centro Popular de Direitos Humanos – CPDH/PE
Instituto de Desenvolvimento e Ações Sociais da Bahia – IDEAS
Coletivo Maio – Direito UFPR
Direitos Urbanos Recife
Direitos Urbanos Fortaleza
Movimento #OCUPEESTELITA
Movimento ‪#‎RESISTE‬ ISIDORO
REDE COQUE (R)EXISTE
Força Nacional de Hip Hop
Frente Ampla Cultural – CE
Aliança Revolucionária do Povo Pobre – ARPP
Movimento de Assessoria Jurídica Universitária Popular Isabel da Silva – MAJUP/UFPR
Coletivo Urucum
Centro de Cultura Luiz Freire
Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (CENDHEC)
Articulação Nacional dos GTs de Urbana da Associação do Geógrafos Brasileiros – AGB
Fórum Estadual de Reforma Urbana - PE (FERU/PE)
Fórum Estadual de Reforma Urbana - RS (FERU/RS)
MMDM – RJ
FDCA/ERJ
LEHAB UFC

ABONG - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

 

Reproduzimos a noticia sobre a possibilidade de  despejo de 8 mil famílias em Belo Horizonte - MG, a informação foi publicada inicialmente na rede social das Brigadas Populares de Minas Gerais

 

Dilma e Aécio irão manchar suas mãos de sangue com o despejo de 8 mil famílias em Belo Horizonte-MG

O Estado de Minas Gerais comunicou oficialmente, no dia 06 de agosto de 2014, que vai despejar 8.000 famílias das ocupações Vitória, Rosa Leão e Esperança, na região do Isidoro, em Belo Horizonte, com o uso de extrema força policial. Tal situação se configura o anúncio de um massacre, pois as famílias não tem para onde ir e estão dispostas a resistir e defender o seu direito à moradia e a sua dignidade. A Polícia Militar de Minas Gerais, por sua vez, dá claras mostras de que agirá com truculência e extrema violência na realização dessa ação, assim como tem agido em manifestações, como ocorreu no dia 24 de Julho, quando a cavalaria atacou o povo com espadadas. (http://youtu.be/2fNDA1T7xeA). Será  um novo “Pinheirinho” agora em terras mineiras.

 

As ocupações do Isidoro existem há mais de um ano e, embora tenham surgido de forma espontânea, se organizaram na luta por moradia com o apoio das Brigadas Populares, MLB, CPT, redes de arquitetos e advogados populares. Hoje as comunidades possuem planejamento urbanístico, sistemas democráticos para a tomada de decisões e organizam atividades que mostram a toda a cidade que uma outra forma de viver no espaço urbano é possível e necessária. As famílias que vivem nesses terrenos antes sofriam sob a cruz do aluguel ou a humilhação de viverem de favor, e decidiram erguer suas casas e sua comunidade ocupando terras improdutivas, que não exerciam a sua função social e descumpriam os pressupostos da Constituição Federal e do Estatuto das Cidades. Desta forma, resistem na luta pela conquista de seus direitos fundamentais, historicamente negados, e que tem sido absolutamente ignorados pelo Município de Belo Horizonte que, mesmo diante de um déficit habitacional de 70 mil moradias, construiu apenas 1.400 por meio do Programa Minha Casa Minha Vida para famílias com rendimento entre 1 a 3 salários mínimos.

 

O processo jurídico que envolve as ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória é repleto de vícios que apontam para a completa ausência de substrato jurídico sólido que justifique um despejo forçado. A começar pelo fato de que o Ministério Público e a Defensoria Pública nunca tiveram vistas das ações de reintegração de posse que correm em desfavor das comunidades. Assim, o direito de defesa de milhares de famílias foi cerceado e elas podem perder suas casas sem que tenham tido a oportunidade de exercer o princípio do contraditório.

 

O Ministério Público ajuizou uma Ação Civil Pública questionando as inconsistências jurídicas que envolvem o conflito. Quais sejam: necessidade de se fazer um novo cadastro sócio-econômico, a designação de perícia para que se defina os limites da área objeto de reintegração de posse, que as matrículas de imóveis objeto de desapropriação sejam colacionadas aos autos, que seja apurada a responsabilidade do Estado de Minas Gerais no exercício do poder fiscalizatório por ser a área de interesse metropolitano. A ACP foi distribuída no dia 15 de julho de 2014 e até a presente data o pedido liminar não foi apreciado.

 

Um despejo de tamanha envergadura não deve ser realizado sem que as possibilidades de conciliação tenham sido esgotadas e sem que se apresente uma alternativa de moradia digna para as famílias, conforme previsto nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário e no Estatuto das Cidades. Com a execução do despejo o Estado estará desconsiderando os importantes argumentos levantados na ACP, assim como a proposta de mediação assumida na última semana pelo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Desembargador Pedro Bitencourt.

 

Problemas sociais se resolvem com políticas sociais e organização popular e não com a ação repressiva da polícia. A execução do despejo não resolve o problema do déficit habitacional e acirra o conflito que envolve as ocupações urbanas em luta pelo direito à cidade. Existem várias possibilidades para que se encontre uma saída justa e negociada para esse conflito, mas não há vontade política do Governo do Estado, PSDB, partido cujos programas apresentados nas campanhas de Aécio Neves e Pimenta da Veiga apontam para o aumento da repressão policial e redução das possibilidades de diálogo e democracia. Essa grave violação dos direitos humanos básicos de 8.000 famílias também tem sido negligenciado pelo Governo Federal, PT, que não apresentou nenhuma alternativa para as ocupações lavando suas mãos diante dessa situação, mesmo quando a presidenta Dilma tenha assumido no início desse ano revolver o problema habitacional no Isidoro.

 

Diante desse grave conflito instalado, conclamamos os setores sociais sensíveis aos problemas do povo no Brasil e que lutam por uma sociedade mais justa e fraterna a unirem forças em torno de uma solução pacífica e negociada que respeite o direito á moradia e á cidade, bem como a dignidade da pessoa humana, das milhares de famílias que estabeleceram ali suas casas e projetaram ali seus sonhos de uma nova cidade.

O massacre está anunciado! A responsabilidade pelo derramamento de sangue que se avizinha será do Senador Aécio Neves, da Presidenta Dilma Roussef e de seus candidatos ao Governo do Estado, Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB), que não realizaram esforço algum para impedir essa tragédia.Clamamos às organizações da sociedade civil, os poderes públicos, entidades de direitos humanos e políticos comprometidos com as causas sociais a apoiarem as ocupações do Isidoro denunciando a questão em todos os espaços possíveis e mostrando os responsáveis por este crime contra nosso povo.

 

Pela universalização do acesso ao direito à moradia!

Remoção forçada sem alternativa digna de moradia é crime!

Por uma cidade onde caibam todos e todas!

 

Veja video da realidade dos moradores e lideranças das Ocupaçoes e de seu apelo à sociedade civil por solidariedade e apoio:

 

https://www.youtube.com/watch?v=rVlTVNrqJLE&feature=youtu.be

 

ACCESS AND SHARE THE ENGLISH VERSION:

 

https://www.facebook.com/notes/frente-pela-reforma-urbana-brigadas-populares/president-dilma-and-senator-a%C3%A9cio-neves-will-be-responsible-for-a-bloodbath/315150921986896

 

Belo Horizonte, 7 de agosto de 2014.

 

Brigadas Populares

 

 

 

Alguns rostos de moradores das Ocupações que podem ter sua cidadania e dignidade integralmente violadas pelo Estado em Minas Gerais.

Seg, 28 de Julho de 2014 21:45

Seu Ramos! Presente!

Nota de Falecimento.

Loteamento São Francisco:Convivendo com a perda, revivendo na resistência.

Idoso, doente, Seu Ramos (Romildo Santos) resistiu enquanto pode. Sem receber indenização,sem assistência do Governo e sem condições de restabelecer sua vida, foi vencido pela série de violações no dia de hoje.


Morreu à margem do Ramal da Copa.


Seu Ramos, junto com D. Neuza, simbolizaram as famílias de Pernambuco durante as chamadas do I Encontro de Atingidas(os) por Megaeventos e Megaempreendimentos, que aconteceu esse ano em Belo Horizonte e foi um dos personagens do vídeo Copa sem Casa da Agência Pública.


https://www.youtube.com/watch?v=DZiE3rWBQ6U&list=UURVbqma6TaIHp9E151nC8sA


Sua história será lembrada, assim como as outras 7 histórias de vida interrompidas pela tragédia da desapropriação no Loteamento São Francisco.
À sua família, o nosso conforto e a certeza de que a luta não termina assim.


Seu Ramos. Presente!

Nota de la Red Jubileo Sur Brasil sobre la criminalización de protestas y manifestantes en Río de Janeiro

La Red Jubileo Sur Brasil ha surgido hace más de una década, en el ámbito de intensas movilizaciones en las sociedades latinoamericanas en contra las graves consecuencias sociales que las políticas del “Consenso de Washington” infligian a los sectores más pobres de los pueblos de este continente. La lucha contra la dominación vía mecanismos de endeudamiento, externo y interno, fue la fuerza motriz que impulsó distintos movimientos sociales a resistir em contra los ataques de los mercados financieros, de las grandes corporaciones, del FMI y el Banco Mundial, así como a las tentativas de los gobiernos neoliberales de imponer tratados de “libre comercio” como el ALCA.

Hoy, ante de lo que ocurre en Río de Janeiro, con las detenciones arbitrarias de 19 manifestantes, persecución policial a dos adolescentes, negación de Habeas Corpus a cinco activistas y frente al total de 28 procesos de carácter abiertamente político-intimidatorio en contra de las personas que van a las calles luchar por una sociedad justa, sentimos una vez más la necesidad de venir a público demostrar nuestro rechazo a esta verdadera “caza a las brujas” que está siendo empezada realizada por el Estado Brasilero, en complot con los más poderosos medios de empresas de comunicación de masa. Nuestras sociedades han vivido momentos sombrios a lo largo del siglo XX, con las dictaduras militares que violaban derechos, incluso el derecho a la libertad de expresión, a la libre asociación y al disenso, en la expectativa de así evitar la diseminación de ideas consideradas peligrosas por los regímenes autoritarios. Tratáse de un pasado que, infelizmente, no ha sido quedado para trás por completo: la creciente militarización para garantizar los intereses del mercado y la persecución política de aquellos que nos están de acuerdo con el modelo de desarrollo capitalista representan un avergonzante vínculo de continuidad entre el presente momento y los peores episodios ditactoriales de nuestra Historia.

La lucha contra el neoliberalismo no se resume solamente a la economía. Tampoco podría ser diferente, a la vez que el avance de los mercados siempre es acompañado por el avance de las fuerzas represivas, de la criminalización de los movimientos sociales y de la militarización cada vez mayor de nuestras sociedades. Por ello, la Red Jubileo Sur Brasil siempre tuve como ejes centrales la denuncia de las deudas, por un lado y, por otro, la resistencia contra la criminalización de aquellos que osan luchar por un mundo diferente, centra en la vida y no en las ganancias de las elites nacionales y internacionales. Siempre decimos: “no debemos, no pagamos”, así como “no nos callamos”, mismo delante de presiones, intimidaciones y hasta mismo persecuciones sistemáticas practicadas por los Estados y por agentes privados contra militantes y comunidades que resisten a la lógica del capital. El hecho de termos otra vez ciudadanos brasileros en búsqueda de asilo político en representaciones diplomáticas de outros países es más uno de los vínculos con un pasado que deberíamos superar, más de ninguna manera olvidar. En 1964, el golpe militar en Brasil inaguró una triste era de dictaduras militares en el Cono Sur.

Hoy, la militarización desenfreada y la criminalización de los movimientos sociales en Rio de Janeiro y en restante del país abre nuevo y preocupante precendente para los pueblos de América Latina. Ante eso, exigimos la liberación inmediata de los activistas detenidos, la anulación de los procesos (repletos de ilegalidades ya denunciadas), un pedido de disculpas formal por parte de las autoridades y de los medios de comunicación, la punición a los delegados y promotores involucrados en esta kafkaniana farsa procesual y, lo más importante, la garantía de que las libertades democraticas duramente conquistadas por los pueblos latinoamericanos sean de una vez por todas respetadas en Brasil y en los demás países de este continente.

Toda nuestra solidaridad, además, a las compañeras de OFRANEH, de Honduras, que están siendo violentamente perseguidas por las fuerzas de represión del gobierno golpista hondureño y por grupos paramilitares al servicio de grandes intereses empresariales. Espejos de dos realidades que entrelazan. Y que no pueden más seguir.

No debemos, no pagamos!

No nos callamos!

Libertad a los detenidos políticos yá!

 

Rio de Janeiro, 22 de julio de 2014.

Nota da rede Jubileu Sul Brasil sobre a criminalização de protestos e

manifestantes no Rio de Janeiro, Brasil.

A rede Jubileu Sul Brasil surgiu há mais de uma década, no âmbito de intensas mobilizações nas sociedades latino-americanas contra as graves consequências sociais que as políticas do “Consenso de Washington” infligiam aos setores mais pobres dos povos deste continente. A luta contra a dominação via mecanismos de endividamento, externo e interno, foi a força motriz que impulsionou diversos movimentos sociais a resistirem contra os ataques dos mercados financeiros, das grandes corporações, do FMI e Banco Mundial, assim como às tentativas dos governos neoliberais de impor tratados de “livre-comércio”, como a ALCA.

Hoje, diante do que está acontecendo no Rio de Janeiro, com prisões arbitrárias de 19 manifestantes, perseguição policial a dois adolescentes, negação de Habeas Corpus a cinco ativistas e frente ao total de 28 processos de caráter abertamente político-intimidatório contra pessoas que vão às ruas lutar por uma sociedade justa, sentimos mais uma vez a necessidade de vir a público e demonstrar nosso rechaço a esta verdadeira “caça às bruxas” que está sendo realizada pelo Estado brasileiro, em conluio com os mais poderosos meios empresariais de comunicação de massa. Nossas sociedades viveram momentos sombrios ao longo do século XX, com ditaduras militares que violavam direitos humanos, incluindo o direito à liberdade de expressão, à livre associação e ao dissenso, na expectativa de assim evitar a disseminação de ideias tidas como perigosas pelos regimes autoritários. Trata-se de um passado que infelizmente não foi deixado para trás por completo: a crescente militarização voltada para garantir os interesses do mercado e a perseguição política daqueles que discordam do modelo de desenvolvimento capitalista representam um vergonhoso vínculo de continuidade entre o presente momento e os piores episódios ditatoriais de nossa História.

A luta contra o neoliberalismo não se resume apenas à economia. E nem poderia ser diferente, visto que o avanço dos mercados sempre é acompanhado pelo avanço das forças repressivas, da criminalização dos movimentos sociais e da militarização cada vez maior de nossas sociedades. Por isso, a rede Jubileu Sul Brasil sempre teve como eixos centrais a denúncia das dívidas, por um lado e, por outro, a resistência contra a criminalização daqueles que ousam lutar por um mundo diferente, centrado na vida e não nos lucros das elites nacionais e internacionais. Sempre dissemos “não devemos, não pagamos”, assim como “não nos calamos”, mesmo diante de pressões, intimidações e até mesmo perseguições sistemáticas praticadas pelos Estados e por agentes privados contra militantes e comunidades que resistem à lógica do capital. O fato de termos novamente cidadãos brasileiros em busca de asilo político em representações diplomáticas de outros países é mais um dos vínculos com um passado que deveríamos superar, mas de maneira alguma esquecer. Em 1964, o golpe militar no Brasil inaugurou uma triste era de ditaduras militares no Cone Sul. Hoje, a militarização desenfreada e a criminalização dos movimentos sociais no Rio de Janeiro e no resto do país abre novo e preocupante precedente para os povos da América Latina. Diante disso, exigimos a libertação imediata dos ativistas presos, a anulação dos processos (repletos de ilegalidades já denunciadas), um pedido de desculpas formal por parte das autoridades e dos meios de comunicação, a punição aos delegados e promotores envolvidos nesta kafkaniana farsa processual e, mais importante, a garantia de que as liberdades democráticas duramente conquistadas pelos povos latino-americanos sejam de uma vez por todas respeitadas no Brasil e nos demais países deste continente.

Toda nossa solidariedade também às companheiras da OFRANEH, de Honduras, que estão sendo violentamente perseguidas pelas forças de repressão do governo golpista hondurenho e por grupos paramilitares a serviço de grandes interesses empresariais. Espelhos de duas realidades que se entrelaçam. E que não podem mais continuar.

Não devemos, não pagamos!

Não nos calamos!

Liberdade aos presos políticos já!

Rio de Janeiro, 22 de Julho de 2014.

«InícioAnterior12345678910PróximoFim»
Página 1 de 25