Articulação Nacional

Articulação Nacional

A ANCOP apóia a Nota de repúdio do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas Rio frente as prisões de militantes e ativistas populares realizadas em 12/07, as vésperas da final da Copa:

Nota de repúdio do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas Rio frentes as prisões de militantes e ativistas populares realizadas em 12/07 as vésperas da final da Copa

 

Repudiamos veementemente as prisões arbitrárias realizadas na manhã do dia 12 de julho de 2014. As vésperas da final do megaevento, espetáculo que será visto por mais de três bilhões de telespectadores, 60 mandados de prisão e apreensão foram expedidos.

Neste domingo o mundo assentirá ao maior esquema de segurança que essa cidade ou mesmo o país já viu, segundo palavras do próprio secretario de segurança do Rio de Janeiro, José Maria Beltrame. Cerca de R$ 2 bilhões foram gastos em armas e segurança para a Copa de 2014.  Dos drones de Israel (que hoje bombardeiam a Faixa de Gaza) à treinamento com a Blackwater (empresa de mercenários dos EUA que atuou nas Guerras do Iraque e Afeganistão) é indignante o legado da Copa de repressão e intimidação contra a própria população brasileira.

As prisões temporárias violam a liberdade de expressão e manifestação de todos os trabalhadores e ativistas que ocupam as ruas nos últimos anos no Brasil. Somam-se a criminalização e processos forjados que observamos nas cidade-sede da Copa, como os casos de Rafael Vieira, preso a mais de um ano no Rio de Janeiro por portar produtos de limpeza, e mais recentemente de Fábio Hideki em São Paulo, preso sob acusação de “associação criminosa”.

Vamos refletir sobre o significado mais profundos dessas ações como a de hoje. Para onde caminhamos? É essa a segurança que queremos? Por que se manifestar é tão perigoso? Por que expressar livremente ideias é tão ameaçador? Até quando continuará a criminalização sem limite dos movimentos e manifestantes no Brasil?

O direito à manifestação é um direito constitucional duramente conquistado pelo conjunto de lutadores e lutadoras. Convocamos todos trabalhadores, movimentos sociais, estudantes, atingidos pela Copa, cidadãos brasileiros e estrangeiros que continuem a ocupar as ruas, manifestando suas ideias e sua solidariedade aos presos políticos.

 

Comitê Popular da Copa e Olimpíadas Rio
ANCOP (Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa)

 

Dom, 13 de Julho de 2014 18:01

A FALSA DEMOCRACIA SE REVELA

A ANCOP assina o manifesto dos movimentos sociais sobre as ilegalidades do governo brasileiro, construído em uma grande plenária no Rio de Janeiro, na noite deste sábado, dia 12 de julho:



Com as jornadas de junho de 2013 vislumbrou-se, enfim, o desejo de livre manifestação da sociedade, mas desde então ele vem sendo duramente sufocado pelas diferentes instâncias governamentais. É importante deixar claro a responsabilidade da presidenta Dilma-PT, do ministro da justiça Cardozo-PT, dos governadores Cabral/Pezão-PMDB, do secretário de Segurança Beltrame e do prefeito Eduardo Paes-PMDB na repressão e criminalização dos movimentos sociais que não se restringem somente ao estado do Rio de Janeiro, tampouco a estes partidos. Vale lembrar que PSDB (SP e MG), PSB (PE), PC do B (Min. Esp.) têm responsabilidade direta ou indireta de governo. Vale ressaltar que estas ações têm o apoio massivo da mídia corporativa, em especial das organizações Globo.


Na véspera da final da Copa da FIFA, uma articulação entre governos federal e estaduais culminou com a prisão de 18 cidadãos, entre eles advogados, professores, estudantes e menores de idade.


Hoje, dia 12 de julho, 26 pessoas tiveram ordem de prisão determinada pelo juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau. Entretanto, segundo a Comissão de Direitos Humanos da OAB, nenhum elemento que foi apreendido tipifica o crime de formação de quadrilha armada, conforme a acusação. Além disso, este juiz não tem competência para decretar apreensão de menores. E essas práticas não vêm de hoje...


A repressão das Forças de Segurança Pública Militarizadas tem violentado professores, bombeiros, garis e qualquer cidadão que conteste a ordem constituída. Neste sentido, vivemos a suspensão dos direitos políticos tais como: greve, manifestação e organização. Em um ano de manifestações, o contingente policial só faz aumentar em número e violência a cada ato de rua. Entendemos que a tendência é piorar.


Para garantir a democracia e barrar o avanço do estado de exceção, fazemos um chamado a classe trabalhadora, juventude e povo oprimido para demonstrar a sua indignação com os eventos acima relatados e reafirmar o seu direito à livre manifestação.



LIBERDADE AOS PRESOS POLÍTICOS. DITADURA NUNCA MAIS.


Abaixo assinam,


Mais de 300 ativistas presentes na plenária

Coletivo Mariachi
Sindsprev RJ
Comissão de Direitos Humanos da OAB
Frente Independente Popular –FIP
Mídia Independente Coletiva- MIC
Sindicato Técnico de Radiologia
Mandato Janira Rocha (PSol)
Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC
Rede Universidade Nômade
ABRASPO
FIST
Grupo Tortura Nunca Mais
Associação de Moradores e Amigos de Santa Tereza
Associação Mulheres de Ação e Reação Vidigal
Coletivo Marxista 
MIDI
Comitê Popular da Copa - Fortaleza
Comitê Popular da Copa – Rio
Associação de Docentes da UFRJ
Movimento Unido dos Camelos – MUCA
Centro de Estudos Ruy Mauro Marinho
Centro Acadêmico de Ideias de Filosofia – UERJ
SEPE Rio
SEPE Caxias
Núcleo Sindical INCA
Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa
Conjunto de Favelas da Maré
Comissão de Pais e Alunos da Escola Pública
Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro
Unidade Vermelha
Jornal Opinião de brasileiro
Vidibolg Vidigal
Fora do Eixo
Mídia Ninja
Associação de Trabalhadores em Educação – ASUNIRIO
Transformiga 
Coletivo Projetação
Coletico Ecossocialista Libertário (Ecossol)
Associação de Moradores do Vilarde
Forum de Saúde do Rio de Janeiro
Coletivo Central de Vídeo Ativismo
Coletivo Carranca

 

 

NOTA DA ANCOP



Dados oficiais maquiam vários processos de remoção no país

 

Em resposta à afirmação do Governo Federal de que "apenas" 10,8 mil famílias foram removidas de suas casas em virtudes das obras da Copa do Mundo, a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), vem a público afirmar:

 

1) Os dados do Governo infelizmente maquiam vários processos reais de remoção:

 

a) Diversas foram as alterações nas obras consideradas na "matriz de responsabilidade da Copa". Todavia, existiram obras inicialmente pensadas para servir à Copa do Mundo, e que de fato atenderam ao modelo de cidade fortalecida pelo megaevento, que produziram processo de remoções forçadas. Em nosso levantamento, consideramos todas as obras que direta ou indiretamente foram em algum momento vinculada à Copa do Mundo para que, sob a desculpa dos jogos, forçasse a remoção das pessoas.



b) É necessário incluir as obras olímpicas, uma vez que também existe uma matriz de responsabilidade que envolve os três entes governamentais. Copa do Mundo e Olimpíadas fazem parte de um mesmo projeto de destruição e privatização do direto à cidade.

 

2) Os dados do Governo não consideram a violência dos processos de remoção

 

a) Muitas das obras foram feitas a toque de caixa, desconsiderando os procedimentos legais estabelecidos no Estatuto da Cidade ou, ainda, quando estes foram realizados, caso de algumas audiências públicas, serviram apenas como mero processo formal, sem nenhum impacto no processo decisório.

b) Relatos sobre a ação violenta das polícias, desconsiderando as leis, implica que houveram remoções em algumas das obras que não foram computadas pelos governos.


c) Soa estranho, ao final da Copa do Mundo, o Governo Federal apresentar números. Estes foram solicitados desde muito por diversos grupos e movimentos. A ausência de diálogo e informações concretas foi a tônica dos Governos Federal e locais durante o processo de construção da Copa do Mundo.

 

3) Os dados não consideram as vitórias das comunidades em luta

 

a) Várias foram as comunidades que se organizaram para evitar a remoção e, em virtude da luta concreta, de muitos atos, protestos e com ações sociais e jurídicas, conseguiram retardar ou mesmo evitar a remoção. Podemos citar vitórias da luta popular em Fortaleza, São Paulo, Curitiba, Natal, Rio de Janeiro, Porto Alegre, dentre outras.

 

b) A ANCOP, através dos Comitês Populares da Copa, organizados nas 12 cidades sede, buscou levantar o número as pessoas removidas e/ou ameaçadas pelas obras da Copa do Mundo e Olimpíadas, mas nunca colocou como números oficiais, já que essa é uma obrigação dos governos. É nosso dever lutar pelo direito à cidade para todos e não esconder aqueles que conseguiram, minimizando o impacto inicialmente pensado pelos megaeventos. Por isto, reafirmamos: as obras de alguma forma ligadas pelos Governos à Copa do Mundo e às Olimpíadas atingiram, diretamente, ameaçando ou removendo aproximadamente 250 mil pessoas em todo o Brasil.


4) O processo de luta contra a cidade do capital vai muito além dos megaeventos

 

a) A construção da Copa do Mundo afetou toda a estrutura das cidades sede e criou precedentes a serem usados em outras cidades. Em linhas gerais, a especulação imobiliária em torno do trajeto "aeroporto - estádio - região turística" ditou o ritmo do crescimento e da organização espacial. Este modelo de cidade, cada vez mais privatizada e gerenciada, produz impactos diversos na cidade.

 

b) Ainda que não se apresente em nossas contas de ameaçados, o número de pessoas atingidas pelo aumento dos aluguéis ou expulsos de suas regiões pela violência policial ou que foram forçadas a vender suas casas é incalculável. É um processo que não se iniciou na Copa do Mundo, mas que foi fortalecido por ele e tende a continuar, se não for enfrentado por outro modelo de cidade, como um terrível legado nas principais cidades do país.



A ANCOP continuará lutando por este novo modelo de cidade.

 

Contatos com ANCOP:

Francisco Carneiro - Brasília - (61) 9222 1658

Roger Pires - Fortaleza - (85) 8775 7081

José Araújo - Porto Alegre - (51) 9945 8549



Jornalista responsável: Katia Marko (DRT/RS 7969) – Fone (51) 8191 7903

 

 

Qui, 10 de Julho de 2014 17:30

Manifeste - Que outras vitórias queremos?

Que outras vitórias queremos?


Após a eliminação da seleção brasileira na copa, muitos brasileiros já não têm motivo nenhum para festejar. De volta ao trabalho e ao cotidiano, enfrentam diversos problemas nas cidades, incluindo as que foram sede do megaevento.

Mas e agora,
o que ainda está em jogo?
Veja o vídeo: http://youtu.be/mIjXRoFVHXw

A FIFA até vai embora, mas a copa deixa violações de direitos humanos e muitos gastos de recursos públicos.
Esse jogo não podemos perder!

A
ANCOP - Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, atua desde 2009 sobre esse tema e sugere uma reflexão a partir da nota "Manifeste: que outras vitórias queremos para o Brasil?", lançada logo no começo da copa.

 


 

Leia a nota na íntegra: http://tinyurl.com/p3amkld
Acesse: www.portalpopulardacopa.org.br e veja outras notas e publicações da ANCOP

 

NOTA DA ANCOP SOBRE O FALECIMENTO DE PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO

 

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa – ANCOP vem a público expressar seu pesar pelo falecimento do querido companheiro Plínio de Arruda Sampaio, militante histórico em defesa dos excluídos e excluídas da sociedade, que nos deixou no dia 08 de julho (terça-feira).

 

Seu exemplo militante, incansável e firme em suas convicções ficará para sempre guardado nos corações daqueles que, como ele, fazem da luta por uma nova sociedade a sua vida. Como dizia Plínio, “nós que amamos a Revolução” possuímos uma tarefa histórica e não podemos hesitar em assumí-la em nome de todos e todas que já se foram e em nome das futuras gerações.

 

Desejamos o mais sincero conforto e paz aos familiares, amigos e amigas desta figura que, mesmo já quase com 80 anos, aceitou concorrer à presidência da República na última eleição para fazer o debate de modelo de sociedade, que é a raiz de nossos problemas atuais. Em mais um gesto que requer nosso reconhecimento, Plínio foi o único candidato presidencial que, em plena campanha eleitoral, afirmou que dificilmente aceitaria, se eleito, uma Copa no Brasil caso fosse necessário ceder às exigências da FIFA e causar tantas violações à nossa população.

 

Respeitamos a dor de muitos e muitas em nosso país, mas acreditamos que a perda desta terça-feira, 08 de julho, não foi a eliminação na Copa, pois esta nós já havíamos perdido muito antes da bola rolar. Que consigamos seguir o exemplo de Plínio, que nunca perdeu de vista que só transformando o mundo poderemos alcançar a felicidade plena para todos e todas.

 

Plínio presente!

Seguimos na luta por uma nova sociedade até a vitória!!

 

"O impossível torna-se possível se você quiser. É preciso coragem, é preciso tenacidade, é preciso força.Sessenta anos de vida pública, exílio, perda de cargo, perda de mandato... Mas compensou, se a juventude levar adiante o meu projeto. VIVA O BRASIL." (Plínio de Arruda Sampaio)

 

Fonte: fabiocampana.com.br

 

ANCOP - Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa


 

 

Aos 27 de junho de 2014, o Jubileu Sul Brasil publicou a entrevista realizado por Ana Rogéria da Rede Jubileu Sul Brasil, com Igor Igor Moreira PintoO que estamos vendo são operações de guerra contra manifestações”... confira nessa republicação...

 

[ENTREVISTA] O que estamos vendo são operações de guerra contra manifestações

Polícia e Exército nas ruas. Helicópteros sobrevoando as cidades. Tropas de choques sempre a postos. Cavalaria. Veículos especiais. Desde o início da Copa do Mundo, estas são cenas cotidianas nas cidades-sede e, com isso, uma forte onda de repressão se instalou diante de qualquer tentativa de mobilização e protesto social.

 

Como as polícias tiveram grandes dificuldades em conter não só as grandes mobilizações de 2103, mas também as manifestações em comunidades revoltadas contra assassinatos de jovens pela polícia, enchentes ou falta de serviços essenciais, o Estado optou por investir no aparelhamento repressivo ao invés de resolver os problemas que motivam as manifestações”, afirma, em entrevista, Igor Moreira Pinto, integrante do Movimento de Conselhos Populares do Ceará e da rede Jubileu Sul Brasil.

Já são centenas os casos de violação, apreensão e detenção de manifestantes que protestam motivados pelos vários questionamentos que rondam a realização do mundial. E a pergunta provocadora, ressalta Igor, continuará atual: Copa para quem?

Ana Rogéria, Rede Jubileu Sul Brasil.

 

Confira a entrevista.

A truculência, abuso e violência policial seguem nestas manifestações para a Copa 2014. De alguma forma, os movimentos sociais já estavam preparados para esse momento, já esperavam que houvesse todo esse aparato, levando em conta as de 2013?

 

igor1Igor Moreira Pinto - Na verdade, houve um esforço articulado entre a grande mídia, os órgãos de repressão do Estado e a indústria armamentista transnacional para que se criasse um clima de guerra que justificasse o gigantesco investimento feito. Diziam que era para combater “black blocs” que ameaçavam a Copa, mas na verdade todo esse aparato se volta contra os trabalhadores em luta, as comunidades e movimentos sociais que lutam pelos direitos à cidade.

Então, como as polícias tiveram grandes dificuldades em conter não só as grandes mobilizações de 2103, mas também as manifestações em comunidades revoltadas contra assassinatos de jovens pela polícia, enchentes ou falta de serviços essenciais, o Estado optou por investir no aparelhamento repressivo ao invés de resolver os problemas que motivam as manifestações. Juntando isso com a escalada do autoritarismo, esperávamos sim um clima de guerra contra as manifestações. Só que nós não queremos guerra, nem nunca nos propusemos a usar a violência na luta por direitos e liberdade que caracterizam os movimentos sociais. Nós vamos pra rua pra denunciar, reivindicar e não guerrear, e o que estamos vendo são operações de guerra contra manifestações.

 

É possível tirar daí qual será o legado deixado pela Copa no que diz respeito à criminalização das manifestações e movimentos sociais?É possível tirar daí qual será o legado deixado pela Copa no que diz respeito à criminalização das manifestações e movimentos sociais?

 

Igor Moreira Pinto Enquanto as denúncias e reivindicações dos movimentos são quase ignoradas, a grande mídia e os governos fizeram dos “black blocs” uma cortina de fumaça, superestimando esse fenômeno com uma megaexposição nas coberturas e discursos, apresentando à sociedade uma falsa ameaça para justificar a criminalização e a repressão dos movimentos populares. A grande mídia prefere silenciar a expressão dos movimentos que questionam a estrutura social e política do Brasil, bem como comunidades que lutam por direitos civis frente à violência que parte do próprio Estado e extermina pessoas, viola residências, abusa, reprime cidadãos.

O grande objetivo de todo essa operação midiática, que usou histericamente a defesa da Copa pra justificar as escaladas autoritária e armamentista do Estado, é controlar e reprimir as lutas de trabalhadores de setores estratégicos da economia, movimentos que lutam por terra, território, recursos naturais, moradia, transporte, entre outros movimentos sociais, além é claro das populações pobres, principalmente urbanas, que têm se rebelado cotidianamente neste último ano em comunidades, bairros, ruas e avenidas das cidades brasileiras.

 

Com o início do Mundial, há uma clara tentativa da mídia em desqualificar as manifestações, na verdade sempre houve, mas parece agora mais latente…Pode falar mais sobre isso?

 

Igor Moreira Pinto A mídia sofreu muito em termos de descrédito a partir de junho de 2013. A sua capacidade de pautar a sociedade caiu muito. Certamente a Copa é uma grande oportunidade de recuperar parte de sua influência sobre as opiniões, sem ser confrontada por visões críticas quanto à sua cobertura. A Copa no Brasil e a seleção são perfeitas para criar uma homogeneidade dócil e sob fácil controle das instituições que foram desmoralizadas em 2013, como a própria mídia tradicional, inclusive encobrindo os conflitos cotidianos, coisa que não vinha conseguindo fazer ultimamente.

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Para isso era necessário isolar a voz dos insatisfeitos, sobretudo os atingidos pelas remoções, despejos, intervenções arbitrárias, perseguições… Assim se tornou muito difícil para essas pessoas e seus movimentos se expressarem, pois o conteúdo de suas manifestações não aparecem na mídia, e ainda têm que enfrentar a repressão policial legitimada pelo discurso midiático e seus rótulos. Mas essa homogeneidade patriótica é etérea, não existe de fato em canto nenhum a não ser na tv, se desmanchará ao fim da Copa, e a diversidade da sociedade, com seus conflitos, continua se manifestando nas ruas e outras esferas de lutas, transformando a cultura política brasileira.

 

Dentro de todo esse contexto sobre o qual conversamos que significado ou resignificado tem o “Copa pra quem”?

 

Igor Moreira PintoAo contrário da evocação patriótica- futebolística durante o espetáculo da Copa, o questionamento a quem ela serviu continuará super atual após o evento. Será a hora de questionar quem paga a conta e quem se beneficiou com a farra de recursos públicos, projetos supérfluos ou mal executados, as próprias remoções e outras alterações nas cidades para satisfazer interesses do mercado imobiliário.

Ao mesmo tempo, continuarão as resistências aos projetos elitistas que despejam e removem, impactam as vidas das pessoas de diferentes formas, sem trazer contrapartidas em qualidade de vida para as cidades. Também continuarão as lutas por transporte público e outros serviços urbanos essenciais à vida dos cidadãos e que devem ser garantidos como direitos, mas são tratados como mercadoria, não atendem a população a contento e ainda espoliam através de altas taxas e tarifas cobradas por empresas concessionárias. Lutas por moradia, por infraestrutura urbana e social não param de crescer em todo o país. Além das lutas pela democratização das instituições, como regulamentação social da mídia e desmilitarização da polícia por exemplo.

 

Então, ao continuar questionando Copa pra quem, continuaremos combatendo o endividamento público para investimentos de interesses privados, as decisões autoritárias de intervenções nas cidades, a limitação de direitos e o estado de exceção. E em relação ao evento em si, acho que a sociedade terá sim muitas contas a acertar em termos de gastos públicos, abuso do poder e repressão, atribuição de responsabilidades.

Aos 27 de junho de 2014, o Jubileu Sul Brasil publicou o artigo “Uma Copa do Mundo nos campos e outras nas ruas”, e aqui o republicamos, confira>>>

[ARTIGO] Uma Copa do Mundo nos campos e outra nas ruas

Por Jaime Carlos Patais, IMC*

Num espaço de poucos meses o país celebrará uma Copa do Mundo de futebol e eleições gerais. O pleito em outubro vai eleger o presidente e vice-presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e vice-governadores, deputados estaduais. Enquanto isso, por fora do mundo oficial e seus convidados, movimentos organizações e sindicatos estão em polvorosa. Tem fumaça no ar e fogo por debaixo das cinzas. Os ventos começam a soprar: manifestações, greves e rebeliões.

Fazer previsões do que virá nos próximos dias é mais do que imprudente. Ainda que tenhamos indícios, não sabemos se os protestos populares atingirão os mesmos patamares de junho de 2013. Muitos críticos vêm se perguntando: Copa para quem? A expectativa criada pelos organizadores e pelo governo de que a Copa do Mundo traria significativas melhorias para a população não se concretizaram. Esse fiasco, o povo não está disposto a engolir pacificamente. Acuados, políticos de todas as espécies e partidos que planejavam utilizar o megaevento como vitrine para ganhar visibilidade, estão desistindo da ideia com medo de serem vaiados. Até a presidente Dilma anda desconfiada e já não quer aparecer nem fazer discursos nos estádios. E não adianta o presidente da Fifa vir com moralismos pedindo civilidade e respeito nas cerimônias. Será vaiado do mesmo jeito.

Uma coisa é certa: a Copa do Mundo já tem definidos seus vencedores e vencidos. A Fifa e seus aliados, os donos do poder, seus grandes financiadores e empreiteiras, além dos velhos parasitas do futebol brasileiro, alguns ex-jogadores-cartolas e empresários, já ganharam seu jogo. Os historicamente excluídos já perderam, o que em alguns casos inclui o próprio teto, o espaço, o chão, oportunidades… A Copa do Mundo serviu de motivo para uma higienização das cidades. Remoções forçadas, ambulantes proibidos de trabalhar, mobilidade urbana comprometida. Esse é o panorama.

A Copa do Mundo é capaz de criar a seguinte situação: para sediar o evento, um estado de direito democrático deve se submeter às regras impostas por uma organização comprovadamente corrupta e mafiosa o que equivale a aceitar imposições de grupos criminosos à margem da lei. Pela força do mercado, na Sociedade do Espetáculo grupos poderosos mandam e desmandam em todo o mundo. A Fifa confia a organização dos espetáculos àqueles que garantirem construções imponentes e a transmissão dos jogos para todo o planeta, a partir dos quais obtém retornos que são contadas aos bilhões. Para isso, atropela leis e direitos conquistados com muita luta pela população local. Por outro lado, envolvido pelo mesmo sistema, países disputam a oportunidade de sediar os jogos. O negócio é atraente por que alguns ganham muito com isso. Uma vez aceito, não adianta reclamar: “vai ter Copa sim” – o exército está nas ruas! A lei geral da Copa foi votada e aprovada pelos nossos “brilhantes” parlamentares que aceitaram imposições absurdas. Isso mostra como os nossos governos “democráticos” e inclusive a oposição, são reféns da ditadura do mercado e a ele servem de joelhos. A final de contas jogam no mesmo time. Com o superfaturamento na construção de estádios e obras anexas, somado com os cachês dos patrocinadores oficiais, a caixinha dos partidos deve estar cheia para a campanha eleitoral que se aproxima.

Enquanto isso a população que tem o direito de ir e vir, está proibida de transitar por onde os torcedores passam. As regras da Fifa proíbem que os ambulantes vendam a mercadoria nas ruas que levam aos estádios. O monopólio é das empresas importantes. O espetáculo vai começar e os circenses seguem sem pão. Os pobres são retirados dos arredores dos estádios: no Rio, calcula-se a deportação de 170 mil impactados. E em 2016 ainda tem as Olimpíadas. Os mendigos que degradam o espetáculo devem desaparecer.

O governo mostra um esquema de guerra para garantir a segurança da Copa. Depois de oferecer a ajuda de 36 mil militares aos Estados, a presidente Dilma Rousseff decidiu tirar dos quartéis mais 21 mil homens do Exército, enquanto os governadores suspenderam a férias de seus policiais militares. O custo disso para os cofres públicos será na ordem de R$ 1,9 bilhão. No interior dos estádios a Fifa exige segurança privada.

O mais interessante é que a Sociedade do Espetáculo e do Consumo cria situações inusitadas. Teremos uma Copa nos campos e outra nas ruas sendo possível desfrutar de ambas, sem contradições. Nos estádios, nas ruas ou diante da telinha da TV, o espetáculo continua. Dentro dos campos, “padrão Fifa”, fora deles, “padrão Brasil”.

*Mestre em comunicação e secretário nacional da Pontifícia União Missionário no Brasil


Sáb, 14 de Junho de 2014 19:30

Nota sobre a repressão do dia 12 de junho

Segue a nota do Comitê Popular da Copa de São Paulo sobre a repressão aos manifestantes que protestavam contra a Copa do Mundo da FIFA em São Paulo no dia 12 de junho de 2014. O texto que segue foi publicado originalmente em ComitêSP

Nota sobre a repressão do dia 12 de junho

O Comitê Popular da Copa de SP vem por meio desta nota repudiar a ação do Estado e de seu braço armado, a polícia militar, que com o uso da violência desmedida e irresponsável impediu de acontecer as manifestações programadas para o dia de abertura da Copa do Mundo, na última quinta-feira, dia 12.



A primeira delas, marcada pela frente Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa teve início na saída da estação de metrô Carrão, por volta das 10h, e em menos de 20 minutos foi dispersada sem motivo algum, por balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.



Além de impedir o direito constitucional à livre manifestação, a ação da polícia militar teve como saldo um grande número de pessoas machucadas, inclusive uma repórter e uma produtora da emissora internacional CNN que foram feridas por estilhaços da chamada munição “não-letal” e um rapaz que, mesmo depois de imobilizado e alvejado no peito por tiros de bala de borracha, foi covardemente atingido no rosto com jatos de spray de pimenta por policiais militares.



Após a dispersão, alguns/as militantes somaram-se ao ato em frente ao Sindicato dos Metroviários, que trazia como pauta a denúncia das violações da Copa do Mundo da FIFA e também prestava solidariedade aos 42 metroviários despedidos de maneira ilegal durante a greve de 5 dias realizada na última semana. Com concentração marcada para as 10h, a manifestação foi cercada por um pelotão da Tropa de Choque e seus robocops, que impediam os manifestantes de saírem em caminhada.



Num clima de grande tensão, o que se viu foi mais uma vez a PM assumindo seu papel terrorista, se utilizando de ações truculentas e ilegais: prisões para averiguação, policiais sem identificação e alguns deles portando armas de munição letal, bem como mais agressões a militantes e profissionais da imprensa.



Relatos de alguns/as militantes presentes no ato apontam que a primeira bomba surgiu do meio da manifestação, numa clara demonstração de que a polícia militar de Geraldo Alckmin e Fernando Grella investe cada vez mais no uso de policiais infiltrados. Sem farda, a PM tumultuou mais uma vez a manifestação para legitimar a dispersão violenta. Assim como no último dia 15 de maio, para impedir o dia internacional de lutas contra a Copa, em que a caminhada durou apenas 20 minutos.



Entre os atingidos, havia um jornalista com uma queimadura na perna e um manifestante com um grande corte no rosto, ambos feridos por bombas. A polícia militar ainda dificultou o socorro dos feridos por unidades de emergência especializadas, como o SAMU e o Resgate do Corpo de Bombeiros, mesmo com a presença de defensores públicos no local. Por fim, acabaram levados ao hospital pela própria PM.



Durante toda à tarde, pessoas com “cara de manifestante” foram perseguidas pela PM em diferentes pontos da cidade, como estações de metrô, praças públicas e, até mesmo, em universidades. 29 pessoas que estavam no estacionamento da UNESP na Barra Funda foram levadas à delegacia para “averiguação”, apesar de tal procedimento inexistir na legislação. É importante ressaltar que todas essas ações arbitrárias do Estado foram tomadas para impedir manifestações que tinham como objetivo tornar pública a criminalização dos movimentos sociais e o processo de violações acentuado pela vinda da Copa do Mundo da FIFA para o Brasil.



As vitórias populares foram sempre uma conquista das ruas, seja nas greves, protestos, ocupações ou outras formas legítimas de manifestação e ação política. A resposta violenta e autoritária do Estado aos conflitos sociais, apresentando as forças policiais como únicas “mediadoras”, além de agravar esses conflitos, é uma forma de violar liberdades civis e políticas, ameaçar a população para que se cale – e impor sobre todos uma única visão de mundo.



Sendo assim, fica claro que quem apertou o gatilho, quem jogou as bombas, quem realizou prisões para averiguação e espancou pessoas por estarem excercendo seu direito à manifestação foi o braço armado do governo de Geraldo Alckmin e Fernando Grella, de mãos dadas com a FIFA e as corporações que lucram com o megaevento!



Por isso, é preciso que gritemos que terrorista é o Estado e a máfia da FIFA! Nem um passo atrás na luta contra a criminalização dos movimentos sociais! Nem um passo atrás na luta pelo direito à livre manifestação!

Força pra quem luta!
Comitê Popular da Copa SP, 14 de junho de 2014

Segue o artigo de Kai Behrmann – um jornalista alemão que tem escrito diferentes matérias sobre os Comitês Populares da Copa e, em especial ela faz uma leitura sobre ações e as atividades dos comitês desde o 1º Encontro dos Atingidos em Belo Horizonte. Vale a pena conferir no arquivo anexo.

O texto que segue faz parte da intervenção realizada em Belo Horizonte (MG) pelo Coletivo Projetação, aos 13 de junho de 2014, ele foi publicado originalmente em Andreira (Por Andreia Costa - 13 de junho de 2014)


Pois bem não vou falar mal da abertura da Copa do mundo, mas vou falar mal da imprensa e da PM. Saí de casa as 11:30 para ir a Praça 7. Fui abordada e tive minha bolsa revistada 2 vezes. Quem conhece o caminho, sabe o quão curto ele é. Enfim cheguei na Praça, fiquei com no movimento até a Praça da Liberdade, passamos pela porta do Othom Palace, abrimos nossas bandeiras os turistas tiraram fotos e fomos embora, rumo a prefeitura depois a praça da LIBERDADE (saca liberdade). Pois bem até aqui foram mais de 4 horas de manifestação, muita música, muitas palavras de ordem e muita abordagem policial desnecessária.

Mas o que é a manchete na imprensa …quebradeira, vandalismo, terror, cinegrafista ferido e vândalos presos.

só em um jornal, no fim da notícia um parágrafo falando dos motivos que estamos nas ruas.

para lembrar estou na rua:
- Pelo fim das remoções forçadas e pela garantia do direito à cidade e à moradia adequada a todos e todas.
- Pelo direito a livre manifestação e contra a criminalização do protesto e dos movimentos sociais.
- Pelo transporte gratuito e de qualidade.
- Pela desmilitarização da polícia, porque uma sociedade justa e democrática não se constrói com morte e repressão
- Pela economia popular exigimos o direito ao trabalho ambulante e a expressão da cultura popular. Volta tropeirão!
- Dignidade aos barraqueiros do mineirão e feirantes do mineirinho. – Pelos direitos humanos e dignidade da população em situação de rua.
- Exigimos o fim da violência institucional contra o povo da rua, o direito de ir, vir e permanecer no espaço público e políticas públicas para garantir trabalho e albergues dignos
- Pelo fim das mortes de operários em obras de infraestrutura, exigimos pensão vitalícia para as famílias dos operários mortos e incapacitados em acidentes de trabalho e a responsabilização das construtoras!
- Em defesa das profissionais do sexo, contra a exploração sexual e violência contra a comunidade LGBTT.
- Exigimos políticas sérias de prevenção e combate à exploração sexual e ao tráfico de pessoas, com campanhas nas escolas da rede pública, rede hoteleira, proximidades dos estádios e nas regiões turísticas, incluindo a capacitação dos profissionais do turismo e da rede hoteleira e o fortalecimento e ampliação das políticas de promoção dos direitos de mulheres, crianças e adolescentes e população LGBT.
- Contra os gastos abusivos da Copa, exigimos auditoria popular da dívida pública e das privatizações ocorridas nos três níveis de governo. – Pela democratização dos meios de comunicação.

Há muita coisa que a mídia não mostra e a muita coisa que a PM não faz.

Mas o que é a manchete na imprensa …. quebradeira, como disse um amigo, é sempre mais do mesmo. Sim mais opressão e dissimulação da mídia sobre os atos que realmente mobilizam a cidade. E para constar não foram só duzentas pessoas como dizem os jornais, foram mais, bem mais. Quem estava lá sabe o que aconteceu, mas quem viu a abertura da copa me conta uma coisa: o que você viu!

para chegar em casa, mais um espreme da PM, mão na cabeça e abre a bolsa… mas como vou tirar a bolsa com a mão na cabeça, essa parte não vou nem contar!!!

Não falarei mal da abertura da copa do mundo para não me acusarem mais uma vez de mimimi. Pois vão falar que eu sou derrotista, que devia juntar dinheiro e morar fora do Brasil, que eu não quero mostrar as coisas boas do nosso país…. Esses eu não vou nem responder.

Mas sobre a copa, ontem eu não vi a abertura, pois estava ocupada na hora. Mas hoje de manhã fiquei curiosa. Queria ver o que o Brasil tinha de bonito e que foi visto pelo mundo inteiro. Pois essa é a justificativa dos altos investimentos, além do futebol mostrar nossa cultura, não é! Legado … não é esse o termo usado.

Fui então para a internet e fiz a busca pelo compacto dos melhores momentos. Assisti um vídeo, dois, quatro talvez e achei que estavam me zoando. No entanto, vi nas buscas que o evento tinha durado 25 minutos, então achei melhor assistir tudo para tirar, eu mesma, os melhores momentos.

(pausa para reflexão)

Retiro meu direito da fala, pois já me sinto representada pelos vídeos que assisti. (modo ironia ligado no máximo)

 

Mas enfim eu não vou falar mal da abertura da copa, para mostrar a minha disponibilidade em ver algo de bom nisso, gostei de uma boneca de cabaça gigante que aparece alguns segundos. Lembrei do meu povo, meus artesãos queridos que tenho a grata satisfação de conhecer nestes mais de 15 anos pernando [perneando] pelo Brasil, de norte a sul, e a minha pesquisa curiosa sobre cultura popular. Então para não falar mais da abertura da copa, achei interessante, a boneca de cabaça gigante.

Mas só uma perguntinha:

É sério que não chamaram um carnavalesco, ou o pessoal do Boi de Parintis ou os organizadores das juninas de Campina Grande e Caruaru, para fazer a abertura, sério que teve que vir gente de fora para fazer isso?

tá bom chamaram o Olodum, mas foi para participar e não para organizar né!

Antes que comecem os ataques, eu sei, eu sei que carnaval de rua é linear , sei que vai ter o jogo depois da abertura e não poderia estragar o gramado…. mas sei também, que as escolas de samba, são feras em saber ocupar espaço, eles conseguem harmonia, ritmo e *evolução* como ninguém!!! O povo é bom. Tem o povo de Parintins que tá mais acostumado com evento de evolução fechada e a nossa quadrilha, sabe quadrilha, sabe santo antônio, sabe aquele para além da festa religiosa, mas é também um festejo cultural, sabe aquele que se comemora dia 12 de junho !!!! opaaaaaaaa!!!! dia de abertura da copa da mundo no Brasil, pois é.

Mas não vou falar mal mesmo, só umas dicas para o encerramento, ainda dá tempo, sabe as escolas de samba, sabe as baterias, junta todas e dá meia hora para mestres combinarem os movimentos e solta esse povo ali dentro que a festa já tá pronta e ao vivo. E pode a até aproveitar a Claudia Leite e o Olodum eles com certeza vão entrar no ritmo, fácil!O povo brasileiro é bom, mas tem gente que não sabe disso!

agora sobre o jogo, risos, desse não falo mesmo!! (piada contra, ops, pronta)

 

intervenção: cardes … , fabiana leite e letícia souza + coletivo projetação