22 Fev
GOLFE PRA QUEM? População se reúne neste sábado para evitar destruição de área de preservação ambiental na Barra
Escrito por Comitê Rio de Janeiro|
Lido 2026 vezes | Publicado em Luta e Resistência |
 
Golfe para Quem

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A absurda decisão da Prefeitura do Rio de permitir a construção de um campo de golfe na Área de Preservação Ambiental (APA) de Marapendi receberá uma resposta da população neste sábado, dia 23, em um protesto na Avenida das Américas, a partir das 14 horas. Mais de 500 pessoas são esperadas no ato, que vai expor as reais intenções do projeto, divulgado como um equipamento para as Olimpíadas de 2016, mas que esconde uma manobra para beneficiar a especulação imobiliária da região, uma vez que a autorização da prefeitura para destruição da área também inclui a permissão de construção de 22 duas torres de 22 andares no local.

Há diversos argumentos para impedir a construção no local, todos completamente ignorados pela prefeitura. Existe, por exemplo, o claro descumprimento da Constituição Federal, que define a Mata Atlântica – bioma ao qual pertence a Reserva – como Patrimônio Nacional (Lei 11428/2006). A degradação da APA de Marapendi altera toda a biodiversidade local, contribuindo para extinção de espécies ameaçadas, além de interferir na drenagem da água das chuvas, colaborando com o aumento de enchentes. A maior concentração populacional também comprometerá ainda mais a mobilidade urbana na região, além de aumentar a poluição, pois a Zona Oeste não conta com uma infraestrutura de saneamento básico compatível com a demanda.

Além disso, houve também a mudança de leis ambientais em processos arbitrários na Câmara de Vereadores. O Projeto de Lei Complementar (PLC) 113/2012, que libera a APA para a construção do campo de golfe e altera o gabarito das áreas edificáveis, foi submetido a um regime de votação imediata em dezembro de 2012. Ele foi aprovado pela base aliada do prefeito Eduardo Paes sem tempo para debate das emendas (ou até mesmo a constitucionalidade da proposta) e a despeito das críticas da população, que lotou as galerias da Casa no dia da votação.

Apesar de a cidade já contar com dois campos de golfe que poderiam ser adaptados para as Olimpíadas, a prefeitura insiste em levar adiante esse projeto mesmo se tratando de uma área que se encontra em litígio no Superior Tribunal de Justiça. A própria chefe da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), a marroquina Nawal El Moutowakel, foi notificada por um oficial de Justiça de que a posse do terreno está sob disputa, no dia 19 deste mês.

Por todas essas razões, a população pergunta à prefeitura, o gofe é para quem?

1° Protesto Político-Cultural “Golfe para quem?”
Dia 23 de fevereiro, às 14h,em frente à Estação BRT “GolfeOlímpico”,
na Avenida das Américas, km 10, da Barra da Tijuca

 

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