Comitê Rio de Janeiro

Desde o Fórum Social Urbano, um conjunto de organizações e lideranças populares vem discutindo estratégias para enfrentar o modelo excludente de política urbana implementada no Rio de Janeiro, motivada pela construção de imagem de cidade global para os chamados MEGAEVENTOS ESPORTIVOS, a saber: Jogos Mundiais Militares Rio 2011, Copa das Confederações 2013, Copa do Mundo 2014, Jogos Olímpicos Rio 2016. Este é um modelo que tem sido reproduzido em cidades sedes de eventos esportivos como Atenas, na Grécia e, Cidade do Cabo, Joanesburgo, entre outras cidades na África do Sul, assim como Barcelona, na Espanha, entre outros.

A experiência dos Jogos Pan Americanos em 2007 nos mostra a fragilidade do governo brasileiro de estabelecer um processo de gestão democrática e transparente dos gastos públicos, e de estabelecer um espaço de interlocução efetiva com a sociedade sobre o legado dos Jogos. O resultado são equipamentos abandonados, jogados à iniciativa privada e nenhum retorno positivo para sociedade, em termos de melhorias sociais, urbanas e ambientais para a cidade.

Hoje o que assistimos é a ampliação da escala de violação de direitos, principalmente às comunidades pobres que estão no caminho das pretensões da prefeitura: Porto Maravilha, Porto Olímpico, estacionamento do Estádio do Maracanã, Transcarioca, Transoeste, etc. Remoções e despejos forçados têm sido uma rotina em diversas comunidades e ocupações espalhados no Rio de Janeiro. Além disso, sabemos que a velocidade dos programas de urbanização de algumas favelas com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) fazem parte de um conjunto de ações para que a cidade passe uma imagem e uma sensação de “ordem e progresso” para investidores e aqueles que visitarem a cidade.

Por isso, assim como em outras cidades (Fortaleza, São Paulo, Recife, Brasília, Porto Alegre), no Rio de Janeiro, movimentos sociais, ONG´s, instituições acadêmicas, lideranças populares e os atingidos/as pela ações arbitrárias da prefeitura também estão se mobilizando para resistir à construção de uma cidade de exceção e pressionar para estabelecer um processo amplo e democrático de discussão sobre qual deve ser o real legado dos Megaeventos.

SIM AO DIREITO À MORADIA, AO DIREITO À CIDADE E À GESTÃO DEMOCRÁTICA.

VENHA FAZER PARTE DESSA LUTA! PARTICIPE!

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